segunda-feira, 18 de julho de 2011

UMUARAMA - GUAÍRA - 110KM - 07/07/11

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Ainda estava escuro quando saí de Umuarama, exatamente às 6 horas da manhã. O termômetro do centro da cidade marcava 9 graus, porém logo que cheguei na rodovia, a sensação térmica era de que a temperatura estava bem menor. Minha esposa bem que me alertou sobre duas coisas, sobre a temperatura e outra sobre o fato de ainda estar escuro. Mesmo assim decidi ir e parti em direção á Guaíra, que fica à 110 km de Umuarama.

Como disse logo no começo, o frio estava de rachar. Depois de uma hora de pedal, ainda não havia nada de sol e continuava relativamente escuro. Meus dedos estavam congelados ao ponto de sentir dor. Ainda assim, desistir era uma idéia que não passava pela minha mente.

Outra grande dificuldade foi que nos primeiros 40 km, a rodovia praticamente não possuía acostamento. Isso aliado à escuridão e ao intenso movimento de veículos em direção ao Paraguai, fez com que a pedalada ficasse um tanto quanto perigosa, mas graças a Deus, nenhum susto. Durante as duas primeiras horas de pedal, evitei olhar para o computador, com o intuito de não ser pressionado psicologicamente. Isso não pela distância, mas pelo frio que eu estava a passar.

Torcia para que o sol aparecesse logo, assim pelo menos daria uma esquentadinha. Porém para piorar um pouco, quando eram 7 horas, o pneu dianteiro furou com um prego. Minhas mãos congeladas, borracha do pneu duro feito madeira, nada de sol e vento, tudo o que eu não precisava. Depois de 25 minutos de manutenção, estava pronto para seguir. O sol apenas foi aparecer depois das 7h30m e ajudou esquentar um pouco as extremidades. Quando cheguei a Iporã (60 km), parei numa birosca na margem da rodovia e tomei um café com leite para reabastecer as energias.

 Deste ponto em diante, a rodovia possui ótimo acostamento. Outro fato que atrapalhou um pouco foi que durante todo o percurso, um leve vento contra se fez presente, o que deixou o ritmo um pouco mais lento do que poderia ser. Foram 4h40m pedalados e quase 6 horas no tempo corrido até Guaíra, com total de 110 km de rodovia e mais uns 8 km dentro da cidade. Estava satisfeito por vencer mais um desafio.







domingo, 3 de julho de 2011

CHUVA, CHUVA E MAIS CHUVA!

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Eita nóis, a chuva não dá trégua. Praticamente a semana toda choveu, ontem pela manhã ainda consegui fazer um pedal leve até a Santa, num total de 21km (ida e volta). Mais um pouco e vamos todos virar sapos. Chega de água. Uma coisa é sair e tomar uma chuvarada durante o trajeto, agora sair de casa com chuva, de fato nem com muito amor pelo esporte.

Minha salvação durante essa semana foi a academia. Mas haja força de vontade para encarar aquela esteira. O tempo não passa. Espero que o sol se faça presente o quanto antes, afinal já estou com saudades da terraradal. Abraços galera.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PEDALADAS ANTIGAS

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Em 2009 mantive contato profissional com uma pessoa e já no primeiro encontro percebi que ele havia sofrido um acidente, pois estava todo capenga, agora não me lembro ao certo, mas acho que era com o braço quebrado. Em dado momento perguntei a ele o que havia acontecido, ele disse que tinha sido um capote de mountain bike. Conversamos alguns instantes sobre a loucura que é se enveredar por estas terrarada, principalmente durante a noite. Então contei que quando adolescente pedalava bastante, diante disso ele fez o convite para que eu me juntasse a turma que sempre se reunia toda terça-feira, na Praça Pedro Moro.

Aquilo aguçou minha vontade de voltar a pedalar. Então pesquisei bastante onde comprar a bike e em novembro de 2009, comprei a magrela numa loja em Curitiba. Esses dias eu estive dando uma olhadinha em algumas fotos dos pedais de 2009 e parte de 2010. Curioso, faz tão pouco tempo, mas quanta diferença na minha bike, pois atualmente somente o quadro, selim e canote são os mesmos, o resto já troquei tudo.

A turma de pedal também, em 2009 eu não conhecia nenhuma alma pedalante e logo veio o final do ano e tal. Assim, quando voltei das merecidas férias em janeiro de 2010, até tentei voltar a pedalar com a turma de terça, porém começo de ano e não aparecia praticamente ninguém. Confesso que fiquei decepcionado e até tentei algumas aventuras sozinho.

Certa tarde em fevereiro de 2010, lá fui eu em direção á Colônia Marcelino, sem saber ao certo pra onde estava indo, pois eu de fato não conhecia nada dos trajetos. A certa altura um baita cachorro de quase um metro de altura (era quase isso mesmo) veio em minha direção, acelerei e caí na besteira de tentar dar um chute na boca da criatura, mas ele abriu a boca e fechou. O problema é que quando ele fechou a boca, o meu pé estava lá dentro.

O dono do cão, apenas gritou quando ele já havia fechado aquela imensa boca, no pé do pobre ciclista aqui. Então ele educadamente abriu a boquinha e eu segui em frente. Por sorte não machucou meu pé de anjo. Uns dois quilometros á frente parei e perguntei para um ser, se caso eu seguisse em frente, teria como sair em Sanjo, na rodovia, enfim em qualquer lugar pras bandas da minha casa, o que eu não queria era ter que  voltar pelo mesmo caminho e enfrentar aquele cão novamente.

Mas o serzinho estava mais perdido que eu e todo mundo havia resolvido brincar de esconde esconde naquela tarde, pois eu não via ninguém. Para ajudar o tempo estava ficando feio e uma tempestade era coisa de minutos. Não tive alternativa, peguei duas pedronas e fui, rezando pra que a criatura que ataca ciclistas desavisados não estivesse me esperando. Passei pelo lugar como uma bala e graças a Deus, nem sinal. Devia estar lá nos fundos, no seu casarão, pois o bicho era grande demais, contando vantagem aos amiguinhos, sobre como ainda pouco tinha abocanhado o pé de um mané.

Depois disso, eu tinha pavor de pensar em sair pedalar pela terrarada sozinho e congelei a bike. Certo dia em abril ou maio de 2010, estava eu correndo no aeroporto (parque de lazer e ponto turístico de São José dos Pinhais) quando encontrei o Waldemar que também fazia uso do espaço recreativo. Havíamos pedalado juntos uma ou duas vezes com a turma de terça, portanto não tínhamos amizade, pra dizer a verdade nem o nome da criatura eu sabia naquela altura.

Mas ele estava no mesmo barco dos desolados, pois também não tinha tempo de pedalar durante a semana e no final de semana, não conhecia ninguém com tempo disponível para aventuras ciclísticas. O resultado foi que combinamos de fazer um pedal no final de semana, que se repetiu por varias vezes, por isso o chamo de parceiro velho de guerra. Com o tempo, outros amigos apareceram naturalmente, como Fernando, Maurício Ribas, Mauricio Bastos, Luciano, Luciana, Felipe, Maria Helena, Rômulo, Fábio, Sérgio Chaves, Maurício Brito, Diego e me perdoe se esqueci de alguém. Essa é uma das virtudes do esporte, unir pessoas. Em homenagem a isso, posto algumas fotos antigas.

















domingo, 26 de junho de 2011

FERIADÃO, PEDALZÃO!!!!!!

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No final de semana anterior eu fui para Floripa, pois minha esposa participou da Meia Maratona de Floripa, no percurso de 10km (fotos ao final). Assim nesse feriadão decidimos ficar em Sanjo e minha idéia foi pedalar nos quatro dias de folga.

Na quinta-feira, o Fábio e Fernando combinaram de pedalar , porém como eu estava disposto a fazer uma quilometragem maior, decidi sair mais cedo e ir sozinho até a Santa, voltar e daí sim fazer o pedal com os amigos.

Esse dia marcou o retorno do Fernando aos pedais, depois de ter passado quase dois meses parado, por conta de problemas de saúde.

O Fernando e Fábio fizeram algo em torno de 50km. Já o meu cilcocomputer marcou 70km, um pouco mais por conta da ida até a Santa antes de ir pedalar com eles.

Quanto ao percurso, seguimos pela Muricy e na saibreira dobramos à esquerda, depois seguimos pelo trecho do inspetor carvalho. Todos nós ao final estávamos varados de fome.





Fernando, retorno aos pedais.






Já na sexta-feira, como não combinei com ninguém, então resolvi encarar depois de muito tempo, a cidade. Há muito tempo (mais de um ano e meio) pedalei por Curitiba.

Acordei cedo, porém a neblina estava muito intensa. Por isso, resolvi sair ás 07h30minh. No entanto, mesmo assim a neblina persistia. Segui de casa e peguei a Avenida Marechal Floriano e depois preferi seguir pela Anne Frank. O trânsito estava tranqüilo, nem por isso menos perigoso e a atenção é sinônimo de sobrevivência.

Depois de cruzar a linha verde, voltei a pedalar pela Avenida Marechal Floriano, nesta altura, com uma ciclovia fajuta. Pedalando pelo centro de Curitiba, fui até o Parque Barigui, onde muita gente já estava a se exercitar. De lá, fui à Bike Tech procurar um acessório que não encontrei. Foi sugerido que eu fosse até a Bike Portela, que fica na Rua Augusto Stresser e lá fui eu. Passando no estádio do Coxa, resolvi fazer um registro em homenagem ao Luciano e Waldemar, que sei, são Coxas.

Na Bike Portela, também não encontrei o que eu queria, então resolvi voltar pra casa, mas antes uma passadinha no jardim Botânico, Linha Verde, Marechal Floriano novamente e finalmente Sanjo. Total de 62.5km.













 


Maior busão do mundo...



No Sabadão novamente pedalei sozinho, o tempo não estava muito bom, porém nada que me impedisse. Pouco antes das 8 horas parti de casa em direção ao pedágio da BR277, porém fui numa preguiça só. Assim, logo no começo decidi que faria de fato um passeio e fui observando o caminho com mais atenção do que de costume. Fotografei pássaros, cavalos e pasmem, até um camelo. Isso mesmo um camelo! Perto da Renault tem uma criação de Lhamas, já conhecida por nós. Quando passei em frente a propriedade, dei uma olhada ao fundo e vi um bicho diferente, parei a bike e fui até a cerca. Lá estava o tal camelo, entre as arvores. Fiquei na dúvida se seria um dromedário. Mas o fato é que temos um camelo em Sanjo, numa propriedade particular. O clima de fato não atrapalhou o passeio e na volta até ameaçou cair água, mas foi apenas gracinha de São Pedro. Ao final foram 51km.










Último dia do feriadão e previsão de chuva. Eu e Everson, parceiro das provas do Metropolitano de Mountain Bike, combinamos de com mais alguns amigos, fazermos um pedal por Sanjo. Então como ele mora em Curitiba, em torno de 06h30minh recebi uma mensagem para saber como estava o tempo por aqui, pois em Curitiba a água estava desabando. Aqui não estava diferente e abortamos a missão. O Waldemar me ligou e combinamos que caso melhorasse o tempo, iríamos nem que fosse na parte da tarde, afinal ele estava tendo tremedeira já kkkkkk, pois no feriadão viajou  e  não levou a bike.
Mas quando deu 08h00min a chuva parou e o tempo parecia firmar, então liguei ao Everson para tentar reanimar a missão. Tarde demais, ele já havia assumido outro compromisso com a patroa. Valeu Everson, fica para próxima. Assim, Waldemar velho de guerra e eu partimos em direção ao pedágio. Lá ficamos batendo papo por um bom tempo. Quando saímos tínhamos que decidir sobre qual trecho fazer, falei do Papanduva, mas eram no total 64km. Mas como o Waldemar topou de primeira, partimos.

A estrada estava bem molhada em alguns trechos e por isso as descidas que já são perigosas, estavam ainda mais desafiadoras e mais emocionantes. Não pegamos chuva apesar do clima feio que fez. Dessa forma, terminou o feriado no quesito aventura.
No total foram 248km nesse feriadão. Valeu galera. Abraços.









Fotos da Meia Maratona de Floripa, da qual minha esposa Iasnay participou nos 10km.